6 abril 2026 - 11:37
Bombas de vidro nas mãos de crianças vítimas do terrorismo de imagem

O regime sionista, que experimentou o gosto amargo da derrota no campo de batalha militar e no confronto direto com os combatentes da resistência, agora voltou suas armas para a opinião pública e para o núcleo das famílias, com o objetivo de, por meio do “terrorismo de imagem”, quebrar a vontade de um povo.

Agência Internacional AhlulBayt (A.S.) – ABNA: Hojjatoleslam Mohammad Hossein Amin, escritor e pesquisador religioso, em um artigo exclusivo, analisa o conceito de “alfabetização narrativa” no enfrentamento do terrorismo de imagem e apresenta protocolos de comportamento digital no ambiente familiar.


Aceitar notícias sem verificação é apontar uma arma contra si mesmo

Em um campo de batalha real, se alguém disparar sem identificação e sem distinção entre amigo e inimigo, será considerado traidor ou, no mínimo, alguém que colocou em risco seu próprio grupo.

No ambiente virtual, ocorre exatamente o mesmo. Quem aceita e compartilha qualquer notícia, vídeo ou texto sem verificação, transforma-se — consciente ou inconscientemente — em parte da linha de frente da propaganda inimiga.

O regime sionista compreendeu que não pode quebrar a fé e a determinação do povo com tanques e mísseis. Por isso, recorre ao “terrorismo de imagem”: edição de vídeos, manipulação de áudio e uso de tecnologias de inteligência artificial para distorcer a realidade, destruir reputações, minimizar conquistas e apresentar derrota como vitória.

Aceitar essas narrativas sem verificação significa entregar a vitória ao inimigo.

O Alcorão afirma claramente:

“Ó vós que credes, se um perverso vos trouxer uma notícia, investigai.”

Hoje, quais fontes são mais propensas à manipulação do que os meios de propaganda que distorcem a verdade para sustentar interesses?
Acreditar cegamente nessas fontes significa ignorar esse princípio fundamental.


A desinformação nas tradições: a ética do comportamento digital

Nas tradições dos Ahl al-Bayt, a propagação de rumores é considerada uma grave transgressão, pois prejudica a reputação das pessoas e compromete a segurança psicológica da sociedade.

O Imam Ja’far al-Sadiq afirmou:

“Quem transmite algo com a intenção de prejudicar um crente e manchar sua reputação será afastado da proteção divina e colocado sob a influência do mal.”

As consequências desse comportamento são profundas.
Uma simples ação digital — como compartilhar um conteúdo manipulado — pode gerar medo, insegurança e danos sociais amplos.

Esse tipo de ação se torna uma responsabilidade contínua, cujos efeitos permanecem mesmo após o ato inicial.

Portanto, a presença no ambiente virtual não é neutra.
Cada curtida, cada comentário e cada compartilhamento representa uma escolha moral.


Como proteger a família da guerra psicológica

Para proteger o ambiente familiar contra esse tipo de ameaça, é necessário adotar princípios claros de comportamento digital:

1. Pausar antes de reagir
Diante de conteúdos emocionais ou chocantes, o primeiro passo deve ser parar e refletir, evitando reações impulsivas.

2. Não interagir sem critério
Curtidas e compartilhamentos aumentam a visibilidade dos conteúdos. Interagir sem análise contribui para a propagação de desinformação.

3. Diferenciar realidade de manipulação
Muitas narrativas são construídas artificialmente. A análise deve ser baseada em fontes confiáveis e verificadas.

4. Estimular o diálogo crítico na família
Discutir conteúdos suspeitos com os membros da família, especialmente com crianças, fortalece a capacidade de análise e reduz o risco de manipulação.


Conclusão

Com a aplicação desses princípios, os dispositivos digitais deixam de ser fontes de ameaça e tornam-se ferramentas de consciência e responsabilidade.

A proteção da mente e do ambiente familiar depende da capacidade de distinguir entre verdade e falsidade.

Cada ação digital pode contribuir para fortalecer a verdade —
ou para ampliar o alcance da desinformação.


Fontes

[1] Alcorão, Surata Al-Hujurat, versículo 6
[2] Al-Kafi, vol. 2, p. 358

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